Marco Alfredo Mejìa OAB/RS 29.095 | Com mais de 25 anos de atuação no Tribunal do Jurí em todo Brasil.

segunda-feira, 25 de março de 2019

LANÇAMENTO DO LIVRO - OPERAÇÃO REVELAÇÃO: CASO BRUXO


OPERAÇÃO REVELAÇÃO: CASO BRUXO
O MAIOR ERRO HISTÓRICO DE UM DELEGADO NO BRASIL


PREFÁCIOS DE DR. AMÉRICO LINS LEAL E
DR. ZANONE MANOEL DE OLIVEIRA JÚNIOR

O livro mostra a realidade de como  está a nossa Justiça, com o envolvimento de servidores, juízes, promotores e delegados de polícia. Em uma breve investigação policial de cunho sensacionalista, aliada a alguns órgãos de imprensa, a Justiça transformou, num primeiro momento, a morte de duas crianças em oferendas de rituais macabros.


Por meses a inquisição medieval aportou no Rio Grande do Sul, transformando os agentes públicos que atuaram no processo em seres sem o mínimo de noção de justiça. E pior que isso, fortalecendo a falsa acusação juntamente com a mídia nacional. Paralelamente e de forma sutil, nesse interim o "bruxo" estava preso havia dias na masmorra de uma delegacia, sem direito a qualquer forma de tratamento humano e jurídico. As provas da prisão, numa breve leitura do processo, eram um aberração jurídica, confirmada pelas palavras proferidas pelo delegado afirmando que a descoberta do criminoso deu-se por "revelação divina"!
Nesse fundamento teológico condenatório, no qual estão centrados um bruxo que louva anjos diabólicos, todos foram convencidos, menos a defesa. O livro mostra a trajetória dos somatórios de erros judiciais que levaram à condução de uma intrigante injustiça, a qual novamente parece ter vindo dos tempos remotos de Lúcifer.
O maior desafio do criminalista é, antes de tudo, solucionar problemas de crimes capitais, usando toda a sua capacidade intelectiva para chegar a algum sentido de razoabilidade diante do processo criminal estabelecido. O livro em questão traz algo incabível nos dias de hoje, a falsa acusação pela morte de duas crianças, esquartejadas, possivelmente originárias da Argentina, e aponta uma seita religiosa e seu líder como sendo o responsável pela tragédia.
Não bastasse isso, até os dias de hoje o mundo virtual e suas plataformas sociais não conseguiriam reparar os danos dessa falsa acusação que, partindo de um delegado criminoso, teve o sucesso de montar um inquérito cheio de falsetas, não tendo rigor técnico obrigatório diante de um processo deste calado; e por outro lado, o promotor e um juiz em vez de serem analíticos , foram os mais tendenciosos e injustos  possíveis, determinando a prisão do réu. 


Todo o processo judicial e investigativo foi fundamentado em declarações e provas consideradas pelo delegado como "revelações divinas". Tudo isso levou ao maior erro policial e judicial ocorrido no Estado do Rio Grande do Sul e no Brasil.


A presente obra tem por finalidade deixar registrado o que não se deve fazer num processo investigativo. Partindo de um delegado criminoso, serve de exemplo como não se deve atuar em posições erráticas e não estudadas de um promotor público, e por fim o que um juíz não pode despachar sem ter o mínimo conhecimento de um processo de homicídio e suas relações de causa e efeito. Este escrito mostra a prova de que por mais singelo que seja o defensor, contrariando a todos e a tudo, pode destruir teses e falsas conduções erradas de agentes públicos e restabelecer a justiça, mostrando para todos o maior erro investigativo e judicial da história recente do Brasil. 

SUSPEITO NO CASO BECKER É ABSOLVIDO APÓS DEZ ANOS


HOMEM DE 38 ANOS E MORADOR DE LAJEADO FOI ACUSADO NO CASO DO MÉDICO MARCO ANTÔNIO BECKER, QUE FOI MORTO A TIROS EM 2008

ADVOGADO MARCO MEJÌA AFIRMA QUE
 DEFESA ENTRARÁ COM UMA AÇÃO CONTRA O ESTADO


Júlio Henrique Marques (38) foi absolvido do crime de falso testemunho no caso do assassinato do médico Marco Antônio Becker, ocorrido em dezembro de 2008, em Porto Alegre. O morador de Lajeado que atua como religioso, seria um dos oito envolvidos no assassinato, supostamente comandado pelo médico andrologista Bayard Ollé Fischer Santos, que atuava em Roca Sales.
O Advogado de Marques, Marco Mejìa, afirma que, agora, a defesa entrará com uma ação contra o Estado, "Ele e outros três acusados foram impronunciados, quer dizer que foram absolvidos, porque não tinham nada a ver com o processo. Inclusive vamos processar o Estado por conta disso, porque colocaram eles dentro da relação processual simplesmente foi para um lado que não tinha nada a ver com eles." Segundo Mejìa, o seu cliente tornou-se suspeito no caso devido a uma comunicação telefônica equivocada. "Na época foi divulgada uma ligação que não tinha a ver com o fato, e a polícia achou que fazia parte de toda situação", ressalta. Mejìa explica que, com a publicação da sentença pela 11ª Vara Federal de Porto Alegre, os acusados Bayard Ollé Fischer Santos, J, O, S, M, G e M, N, G, C foram pronunciados e deverão ir à júri popular. No entanto, ainda podem entrar com recurso. "Quando começou esse processo, todas provas convergiram para uma acusação dura, mas passado o tempo, vimos que todas provas se esvaziaram completamente, mas mesmo assim eles vão para júri", destaca o advogado.
Embora tenham sido pronunciados, marco Mejìa acredita na inocência de todos os citados no processo e prevê que antes mesmo de acontecer o júri haja outra definição, "Há várias provas que poderiam ser analisadas e o Juíz negou, há provas periciais favoráveis aos réus. Por isso, eu entendo que todas essas pessoas que estão sendo pronunciadas são inocentes, entendo que não têm relação nenhuma com a situação. Acredito que vão descobrir que existem elementos tanto de absolvição como de nulidade de processo, antes mesmo de ir para júri."

Relação de Marques e Bayard
O advogado Marco Mejìa conta que entre o seu cliente e o médico andrologista Bayard Ollé Fischer Santos, não há qualquer relação. "Não se conheciam. No telefone ele falava com um médico que trabalhava com o Bayard. Mas faltavam amenidades do dia a dia." Ainda conforme Mejìa, Marques teve diversos prejuízos na sua vida pessoal e profissional. "Meu cliente teve sérios prejuízos, passando por seríssimas necessidades economias", lamenta.

Relembre o caso
Bayard Ollé Fischer Santos é réu em um processo criminal, constando como suposto mandante do assassinato do médico oftalmologista Marco Antônio Becker, que foi morto na noite de 4 de dezembro de 2008, com quatro tiros em seu carro, quase em frente a um restaurante localizado na Rua Ramiro Barcelos, no Bairro Floresta, em Porto Alegre. De Acordo com as investigações, o assassinato do vice-presidente do Conselho Regional de Medicina do Rio Grande do Sul (Cremers), à época, teria sido um recado aos outros membros do Conselho, que no dia 11 de dezembro de 2008 julgariam a cassação do registro de Bayard Fischer (por procedimento médico desnecessário e precipitado, além de imprudência e negligência), o que efetivamente ocorreu. Além da influência de Becker no Conselho, o crime também teria sido motivado pela inimizade entre a vítima e o andrologista Bayard Ollé Fischer. Bayard recorreu da decisão junto ao Conselho federal de Medicina, mas teve o pedido negado e a cassação confirmada. Entre 2010 e 2011, Bayard e outros cinco acusados foram presos preventivamente por 14 meses. Saiba mais: Bayrd formou-se médico andrologista e ficou famoso por suas cirurgias de aumento de pênis. Nascido em Bagé, ele fixou residência em Roca Sales em 1971, atuando como médico chefe da Unidade Sanitária da Cidade de Roca Sales. No final da década de 1980, ajudou a fundar o Partido Trabalhista Brasileiro (PTB) no município. Em 1993 elegeu-se vice-prefeito e em 1996, prefeito. 

Fonte: O Informativo do Vale
Lajeado, 12 de Fevereiro de 2019
Créditos: Caroline Garske