Defesa alega falta de provas contra bruxo envolvido em suposto ritual satânico com sacrifício de crianças.
Advogados assumiram o caso ontem e ingressarão com pedido de liberdade provisória.
Novo Hamburgo - A defesa de Sílvio Fernandes Rodrigues (44), que ficou conhecido como "bruxo" envolvido em um suposto ritual de sacrifício de duas crianças em Novo Hamburgo, ingressará com um pedido de liberdade provisória nesta quarta-feira (10). Os advogados Marco Alfredo Mejìa, Evandro Mariani e José Felipe Lucca, receberam a reportagem do Informativo do Vale na manhã de hoje, no escritório em Lajeado, para apresentarem a versão de defesa. "É uma carência de provas técnicas por completo. Nenhuma ligação, prova contundente foi encontrada no templo dele. É uma mera ficção investigativa".
Conforme os defensores, não há provas técnicas que vinculem Rodrigues à autoria dos fatos. Eles sustentam, ainda, que a versão policial aponta indícios religiosos para esclarecer o crime, porém não há laudos periciais comprovando as informações.
O inquérito policial deve ser concluído até segunda-feira (15) e remetido à Justiça. Rodrigues foi preso na semana passada e levado à Penitenciária Estadual do Jacuí (PEJ), em Charqueadas. De acordo com a Polícia Civil, sete pessoas são apontadas como suspeitas de encomendar e executar o ritual que matou duas crianças. três ainda estão foragidas.
Relembre o caso
Partes dos corpos de duas crianças foram encontradas em setembro do ano passado, no Bairro Lomba Grande em Novo Hamburgo. As vítimas - um menino e uma menina - teriam sido esquartejados e as partes deixadas em locais diferentes. Os crânios ainda não foram encontrados. O ritual teria sido encomendado por dois empresários para obter prosperidade nos negócios. Para tanto, eles teriam pago R$ 25 mil ao bruxo e dois filhos de um deles também teriam participado da cerimônia. As vítimas ainda não foram identificadas e a polícia não descarta a hipótese de que tenham sido trazidas da Argentina clandestinamente. O templo do bruxo fica em Gravataí.
Créditos: Natalia Nissen
Reportagem: Lidiane Mallmann
Quarta-feira, 10 de Janeiro de 2018 14:04
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| Dr. Marco A. Mejìa, Dr. Evandro Mariani e Dr. Zeca Lucca. |
NAS 15 REVELAÇÕES DO INQUÉRITO QUE APURA RITUAL
Zero
Hora, sexta-feira, 19 de Janeiro de 2018
Hygino
Vasconcellos
Nº 15 O QUE DIZEM OS ADVOGADOS
Para o
advogado Marco Mejìa, um dos três defensores do "bruxo", as alegações
da participação dele na morte das crianças são infundadas. Ele entende que,
devido à inclinação evangélica do delegado Fermino, há discriminação religiosa.
"O que se vê é uma ficção policial que está destruindo vidas",
destacou Mejìa. Devido à suspeita de que as crianças sejam argentinas, o
advogado pediu que o processo seja remetido à Justiça Federal. "É um
processo completamente tendencioso, errático e injusto. Não se condena por
palavras de profetas". A defesa de Paulo Ademir Norbert da Silva sustenta
que não há indícios suficientes para incriminá-lo. O advogado André Leão e seu
colega entraram com pedido de liberdade (dia 17), que ainda não foi analisado
pela Justiça. Ele é uma das três pessoas consideradas foragidas.


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